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Quem conta a história?

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Catarina Marques, nascida 1994 em Lisboa, sempre apresentou um sonho por se dedicar profissionalmente às suas ilustrações e, por isso, licenciou-se em Artes Plásticas no ESAD. Posteriormente, ela candidatou-se para a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, com o objetivo de realizar um mestrado especificado no ramo da pintura. O estilo da Catarina surge a partir de inspirações no surrealismo pop, com a utilização de diversas cores, formas exageradas e a existência de diversos personagens e objetos que se encontram interligados. Para além disso, as mensagens decorrentes das suas ilustrações consistem em temas como a nostalgia da infância e a solidão da vida adulta.

Ainda com dúvidas?

Para entender, não apenas o trabalho desta ilustradora, mas como é ser uma artista, foi realizada uma entrevista desvendando os seus segredos... Interessado?

Nascida em Lisboa em 1994, a Catarina decidiu mudar-se para Leiria, com o objetivo de concretizar seu sonho de seguir artes. Desde que ela se lembra, a mesma sempre teve um grande desejo pela ilustração, uma vez que ela, até nas suas aulas do seu ensino secundário, decidia iniciar seus primeiros desenhos no curso de Artes, como uma forma de aumentar a sua concentração perante as aulas. Após o ensino secundário, Catarino decidiu escolher Design Gráfico no ESAD, no entanto, ela entendeu o facto de que não seria um curso tão artístico e demasiado dedicado a ferramentas digitais e, por isso, não se sentia muito confortável no mesmo. Depois de decidir abandonar o curso de Design Gráfico, ela entrou em Artes Plásticas na mesma instituição de ensino, contudo, sua experiência é relativamente negativa, uma vez que existia uma indução dos próprios alunos para seguirem os gostos e as preferências criativas dos professores. Devido ao facto de ser um tipo de ilustração menos comercial no mercado, muitos professores tiveram dificuldades em entender o seu estilo e o seu processo criativo.

 

Após dois anos em Artes Plásticos no ESAD, a Catarina passou por diversas dificuldades devido a falta de valorização do seu estilo, no entanto, ela conseguiu encontrar um professor que achou os seus desenhos e decidiu procurar mais sobre o estilo pelo qual ela se encontra inspirada. Com esse incentivo, a Catarina começou a achar cada vez mais a sua voz dentro do mundo das artes, com diversas inspiração no surrealismo pop americano e japonês em que se destacam artistas como Mark Ryden e Hikari Shimoda. Ela decidiu candidatar-se no mestrado de Artes no ramo da pintura para a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP). Essa decisão advém do facto de que a artista decidiu visitar tanto a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa como a de Belas Artes da Universidade do Porto e, por isso, ela chegou à conclusão de que existia uma maior abrangência do seu estilo artístico por diversos outros alunos e professores que estavam a estudar na cidade do Porto.

 

Para além disso, a Catarina definiu o seu processo de exteriorizar as suas ideias como algo que acontece a partir dos seus medos e das suas inseguranças, ou seja, ela tenta transmitir para os seus personagens e para as suas ilustrações situações que remetem à nostalgia da infância e, por isso, ela usa muito figuras de crianças, com corpos desfigurados, quase endógenos, com o objetivo de remeter a uma infância deturpada pelo início da adolescência e, consequentemente, a entrada na vida adulta. Com efeito, ela pretende estabelecer diversas pequenas histórias contadas sob uma ótica de ilustração ou de desenhado animados. Assim, ela usa diversos tipos de cores, formas exageradas, distorções do real, com o objetivo de transmitir não só a obscuridade na mensagem, mas também a própria excentricidade visual.

 

Por último, será importante realçar o facto de que ocorreu uma exposição na Faculdade de Belas da Universidade do Porto, que seja denominado por Novo Acordo, cujo objetivo pretende reforçar as relações existentes entre estudantes

brasileiros, que vieram para Portugal estudar, e portugueses através da existência de um acordo ortográfico novo da própria língua comum às duas nacionalidades, que é o português. Assim, a Catarina mostrou uma das suas obras mais demoradas, que foi a da criança com lágrimas de cristal. Com essa exposição, existiu uma ligação excelente entre os próprios espetadores e os artistas e, para além disso, foi possível demonstrar uma variedade de obras e de estilos, de facto, bastante interessante.

 

Desta forma, a Catarina, através do seu estilo inusitado, pretende não só continuar com seus valores e ideias de transmitir seus pensamentos e suas emoções através de ilustração animada, mas também oferecer um novo ramo da pintura que continua sendo pouco explorado no próprio mercado da arte.

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